A Estrela Solitária Brilha Outra Vez

joao-paulo-nacional-uru-botafogo-libertadores-06072017_1c2whl0syfpak1h06q53xkasx2Mais uma vez a Estrela Solitária brilhou. Já está virando rotina. Não sei se são os espíritos de Garrincha e Nilton Santos dando uma forcinha, mas acontece sempre na hora certa.

A competição que injustamente não entregou uma taça de campeão a formosa equipe dos anos 60 vem, enfim, conhecendo o peso desta camisa. Ir ao Uruguai e sair de lá com um resultado positivo em um jogo sem mais complicações é fato raríssimo na história desta competição.

A equipe do Nacional é fraca, quase inofensiva. Mas é o Nacional. A exceção do habilidoso camisa 20, os outros jogadores não teriam vaga num Coritiba da vida. Mas é o Nacional.

Por outro lado, a equipe visitante jamais ergueu este troféu. Mas é o Botafogo. Copeiro, tinhoso, raçudo. E este Botafogo de Jair Ventura sabe jogar sem a bola, sabe ser frio, sabe jogar para explorar o erro do adversário. O Botafogo foi para o Uruguai sabendo que deveria explorar as costas do lateral direito (que estranhamente joga com a camisa 4), e foi por lá que o gol saiu. Não foi por acaso.

Desta vez, os próprios jogadores pareciam saber que o brilho da Estrela não viria em um gol de bicicleta ou numa apresentação de gala. Por isso mesmo, se o espectador pode dizer que o primeiro tempo de quase todos os jogadores alvinegros foi irreconhecível apesar do 1 x 0, a equipe, que estava em sintonia com as vozes dos ídolos do passado, jogava friamente, sabendo que a Estrela esperava exatamente isso deles para poder aparecer misticamente e gravar seu brilho no jogo.

Se Carli estranhamente perdeu uma disputa aérea no começo do jogo, se Emerson Silva bobeiou e deixou o atacante adversário na cara do gol; o brilho da Estrela fez Silveira ganhar o troféu “deivid da rodada”. Se Victor Luiz cometeu um pênalti claro e inexplicável, o brilho da Estrela ofuscou a visão do juiz para o lance.

O temível Nacional em seu hostil território não é páreo para as bênçãos da Estrela sobre a equipe do Botafogo. Ninguém o é. E o torcedor sabe disso. Tanto sabe que marcou presença e cantou do início ao fim, como pouquíssimas vezes se vê de um time brasileiro em terras estrangeiras.

Talvez os ossos desaparecidos de Garrincha tenham saído de Magé para ajudar em campo a equipe que amava. Talvez ele tenha cochichado no ouvido de cada torcedor alvinegro que faria isso, e por isso andam todos eufóricos.

O Botafogo segue sua saga, fazendo de campeões tradicionais adversários simples e descomplicados. Que venha o Grêmio de Renato Gaúcho e cia nas quartas de final. Se a Estrela continuar brilhando na hora certa, será apenas mais um deles.

 

Forte abraço, PMA

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