Fomentando o Empreendedorismo

20882797_1633037610064363_6201102559243203328_nNão há quem discorde da importância de se ter um ambiente favorável ao empreendedorismo. É um tema obrigatório nos planos governamentais, por, comprovadamente, ser um grande catalisador do crescimento econômico. Estudos confirmam a correlação positiva entre desenvolvimento econômico de uma determinada região e crescimento das atividades empreendedoras locais, com forte impacto na criação e manutenção de empregos, diminuição das desigualdades sociais e inovação.

Em economias desenvolvidas, as micro, pequenas e médias empresas representam mais de 98% do total das empresas, 60% dos empregos e cerca de 50% do Produto Interno Bruto; nas economias menos desenvolvidas, empregam pouco mais de 30% e representam cerca de 10% do PIB.

A questão é: quais políticas públicas seriam mais efetivas para fomentar o empreendedorismo?

Primeiro, quando conceituamos empreendedorismo, percebemos que palavras como inovação, criatividade, oportunidade, mudança e iniciativa estão sempre presentes. Isso sinaliza que há um forte componente relacionado ao ambiente no que tange a hábitos e cultura, que podem ser fatores de estímulo para atitudes empreendedoras.

O segundo passo é ter a compreensão da abrangência do termo empreendedorismo. Ele envolve desde aqueles que geram valor por meio da criação ou expansão da atividade econômica, empreendedores de alto impacto que crescem de forma acelerada em curto espaço de tempo, como também os de geração do auto-emprego, associados às micro e pequenas empresas, até os empreendedores sociais que geram valor resolvendo problemas da comunidade, além dos mais recentes empreendedores cívicos, que geram valor para a sociedade a partir de um envolvimento e participação mais direta nos governos.

Levar em conta o aspecto cultural é um ponto de partida para a análise das políticas a serem definidas. O indivíduo que vive em um local onde o empreendedorismo é percebido como algo positivo, naturalmente será estimulado para que inicie e desenvolva o seu próprio negócio. Aí reside um dos nossos problemas: há por aqui uma forte tendência a demonizar os empresários. Com isso, ficamos aprisionados a uma mentalidade que nos impedirá de crescer.

Precisamos reverter este quadro dentro do contexto educacional, a começar pelo ensino fundamental. E uma boa maneira de se fazer isso seria com o ensino e a prática do empreendedorismo social e cidadão. No bojo desta empreitada, estaremos transmitindo para as nossas crianças valores como respeito, solidariedade e ainda, de quebra, estimulando a criatividade e a capacidade de encontrarem soluções tendentes a transformar a realidade. Há inúmeras ferramentas que podem ser aplicadas para tornar a experiência ainda mais rica e produtiva, como a utilização de jogos interativos para a construção coletiva.

Precisamos de escolas que formem cidadãos aptos a se tornarem futuros empreendedores. Afinal, o modelo mental exigido para os novos tempos é o de assumir postura empreendedora em todas as atividades desempenhadas, de modo que a atitude seja sempre a de dono do negócio, mesmo quando empregado. A partir daí, começamos a jornada de análise da construção de um ambiente que fomente o empreendedorismo na nossa cidade.

Texto de Aline Porto, colunista da página O Rio que a gente quer

 

Forte abraço, PMA

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