Virgínia

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Ó vida que bate…

E bate mesmo, pra valer. Bate na proporção de nossas resistências. Quanto mais forte fico, mais forte ela bate.

Será sua força infinita?

Seria eu um tolo mendigo metido a guerreiro querendo enfrentar a vida como um bode que decide enfrentar um furacão?

Ó Virgínia…

Você não se Julga a minha altura, mas quem não está a sua altura sou eu.

Pudera eu ter uma aquariana, amiga, tarada, de pele rosada, divertida, companheira, madura, cheirosa, nascida na geração donde vieram as pessoas com as quais mais me identifico… Pudera eu ter alguém como você ao meu lado.

Ao que parece, no entanto, é vontade suprema da existência que eu nunca esteja a altura de alguém como você.

Que os deuses shakespeareanos tenham misericórdia de minha alma, pobre miserável, que motivos de sobra tem para se abater.

Que os deuses do amor que olham por mim renovem suas bibliotecas, que Shakespeare e Miguel de Cervantes não mais sejam os seus hobbies.

Se militar fosse, neste momento faria como Marco Antônio e me jogaria sobre minha espada.

Boa noite para você, Virgínia, que há de torcer por mim de londe…

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