MBL: O Fiel da Balança

1a8b7790aeO Movimento Brasil Livre completa 3 anos e, aniversários são sempre uma boa oportunidade para falarmos a respeito de algo ou alguém. Não sou filiado ao movimento, porém, sinto-me representado, ao menos no campo econômico, por este grupo que levanta a bandeira do encolhimento do estado e do corte radical de gastos.

Este movimento, que surge em meio ao caos político vivido pelo Brasil nos últimos anos, nasce da iniciativa de cidadãos comuns, que não aguentam mais permanecer inertes ao sentirem as garras do estado, dos políticos e dos Joesley’s e Odebrecht’s sufocarem a todos nós,  enquanto compram ilhas com nosso dinheiro. E ainda, em paralelo, a esquerda intelectual que se julga a encarnação do bem, insistindo em não lidar com a incompetência do estado e a falência de seu projeto político para o país.

Recentemente, muitos ataques ao MBL surgiram de diversas direções, com todo tipo de acusação; entretanto para cabeças pensantes, este tipo de situação gera oportunidade de reflexão. Entendi que o MBL é o fiel da balança das próximas eleições e o porquê, e é isto que espero compartilhar com todos.

Do Atual Panorama Político no Brasil:

Para o mercado econômico, não é novidade, Lula é carta fora do baralho nas eleições. Por este motivo, apostam numa vitória de direita e não à toa a bolsa vem batendo recorde atrás de recorde. Não são os baixos índices de aprovação do Temer ou suas denúncias de corrupção. É o cenário futuro.

Na direita, O MBL articula-se para unir evangélicos e a banda realmente liberal do PSDB, e quem sabe, até mesmo sob a candidatura de Jair Bolsonaro. O militar não é exatamente o tipo de liderança que o movimento gostaria, mas com alguma garantia de desestatização, para derrotar a esquerda, tá valendo. E este é o ponto chave.

A derrocada de Lula somada a união da direita têm feito a elite esquerdista ter calafrios. Por este motivo, teve início a tentativa de dissolução da união à direita. Se Lula não vai disputar, que pelo menos a direita esteja dividida para que um candidato menor de esquerda, como a Marina, por exemplo, tenha chances. E qual é a única cola do bem capaz de unir a direita neste momento? O MBL.

A revista ‘Veja’, não é de agora, trocou de direção e se ‘esquerdizou’. Mas estava relativamente quieta. Com os recordes da bolsa e os anúncios de aproximação das direitas, a elite esquerdista entrou em movimento a fim de agir no início, para que a união não se consolide. Por este motivo, matérias pesadas atacando evangélicos e na sequência outras atacando Bolsonaro foram divulgadas em revistas que ainda chegam em residências tradicionalmente de direita. Nenhuma atacando o MBL, trabalho que eles deixaram para mídias impressas menores, como a revista ‘Piauí’, mas estas acabaram sendo tiros no pé.

Enquanto o MBL se articula pela união e pelo bem do Brasil, a esquerda se articula para tentar se infiltrar e minar a união por dentro. O que sucederá? Impossível prever.

Do MBL:

Nós, brasileiros de classe média nascidos a partir da década de 60, sofremos influência cultural maciça norte-americana, diferentemente de quem viveu em terras tupiniquins na primeira metade do século XX, num país majoritariamente influenciado pelos franceses. Isto aconteceu graças a globalização e ao forte e ascendente poderio econômico do Tio Sam.

Isso significa dizer que, sorrateiramente, o ‘american way of life passou a fazer parte do modus vivendi de cada nova geração de brasileiros a partir dos anos 60. Não acredita? Então responda a pergunta: Qual é o seu sonho? ‘Sonho de vida’ faz parte da base do modo de vida americano, e nós simplesmente o absorvemos. Pare um francês ou alemão na rua e pergunte a ele qual o sonho dele e verás que ele terá dificuldades em entender do que você está falando.

Outra característica ainda mais importante que absorvemos dos americanos é a ação. O homem americano de sucesso é alguém que, a priori, age. Isto é muito bem representado nos filmes de velho oeste, especialmente na figura arquetípica de John Wayne.

A esta altura você pode estar perguntando: o que isto tudo tem a ver com o MBL? Veja, as principais figuras do MBL são todos ‘jovens de ação’. Pessoas que ‘não têm tempo para filosofar’, precisam ‘por a mão na massa’, transformar o Brasil. Esta é uma forma americanizada de ser, por mais que se aja assim sem se ter ‘consciência filosófica’ disso. Também há um sonho por trás disso, que é um Brasil ‘leve’, desburocratizado, que flui e funciona, que gera emprego e oportunidade para todos. Um Brasil, porque não, mais americanizado. Afinal, lá as coisas funcionam, não é mesmo?

Talvez estes rapazes (Arthur, Kim, Fernando, etc) jamais observem a historicidade de seus movimentos, isto é, porque eles agem como agem (no sentido filosófico). Mas nenhuma ação existe por si, ela sempre é pensada antes. Como eu disse uma vez, se hoje nós resolvemos os problemas por partes, foi porque 400 anos atrás, Descartes pensou que isso era possível, e até hoje nós fazemos igual a ele.

Outra característica importante a ser ressaltada é que o MBL é claramente praticante da ‘ética objetivista’ de Ayn Rand. Esta filosofia de interesse pessoal esclarecido estimula boa parte do sucesso do Ocidente como pioneiro da democracia, da ciência, da tecnologia, do desenvolvimento econômico e da globalização. Para esta ética, as necessidades dos quereres do indivíduo têm prioridade sobre as necessidades dos quereres do coletivo, e isto é o melhor para o grupo a longo prazo. Melhor exemplo disto são os EUA. Para as pessoas que a propuseram, sem esta lógica, não estaríamos em melhores condições que os insetos sociais como formigas ou abelhas. Existe um grande ponto forte neste modelo ético que é o reconhecimento do mérito do indivíduo e a promoção da excelência individual.

O objetivismo também se opõe a todo tipo de ditadura, e há um ponto extremo nele, que é o perdão ao combate contra sistemas injustos por meios injustos. Talvez possa-se especular  se a CIA não tenha se originado secretamente do pensamento objetivista.

“Quando o ‘bem comum’ de uma sociedade é visto como algo isolado e acima do bem individual de seus membros, significa que o bem de alguns homens tem precedência sobre o bem dos outros, sendo estes outros destinados à condição de animais de sacrifício.”

– Ayn Rand

Acredito que qualquer um que ler a frase acima pensará imediatamente nas ditaduras comunistas e em como o mundo feliz da esquerda sempre acaba em genocídio quando posto em prática. Quem se interessar pela escritora e filósofa norte-americana de origem judaico-russa, suas obras sobre o tema são: A Nascente (The Fountainhead) e Quem é John Galt? (Atlas Shrugged).

Em Quem é John Galt?, um dos industriais mais talentosos do mundo torna-se um pirata, tomando de volta, com atos de pirataria, o que fora saqueado por indivíduos despóticos agindo em nome do ‘povo’. Do mesmo modo, outros grandes industriais cometem atos de sabotagem deste sistema corrupto no qual déspotas não esclarecidos confiscam a riqueza de indivíduos bem-sucedidos em nome do ‘povo’, enquanto estes déspotas, na verdade, arruínam a economia e fazem o povo ficar sem emprego e passar fome.

Talvez a ética objetivista do MBL – que é justamente o que o diferencia do Partido Novo, por exemplo, que não faz alianças -, seja a característica forte e marcante, o punho firme que tanto se precisa para combater e derrotar a ditadura de esquerda que a tanto impera no Brasil e nos sufoca roubando até mesmo o direito de defesa.

 

Forte abraço, PMA

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