Mulheres Presas, Sim!

Contra a violência as mulheres. São Paulo, 23/11/2013. foto: Antonio Miotto

Recentemente assisti a uma palestra de uma feminista e, abordando assuntos relacionados à mulher e o cárcere, ela chegou a seguinte conclusão: mulheres não podem ser presas. Sim, é isso mesmo que você leu, sob circunstância alguma uma mulher deve ser presa. O prejuízo para a família da mulher que vai presa é muito grande, portanto, é melhor para a sociedade que ela fique solta, à cuidar de sua família. Ainda segundo ela, isto é uma questão de dimensões globais, não se tratando apenas de uma realidade brasileira ou latina.

Assim que deixei o evento, conversando com uma amiga, ao comentar sobre a afirmação que, claro, me chocou, a resposta foi direta: “Estou perdendo tempo! Vou ser traficante!”. Não poderia ser diferente.

Não vou entrar no mérito do movimento feminista, que se tornou um machismo às avessas e nada mais tem em comum com as Sufragistas, por exemplo. Seja uma mulher, seja um homem, um transexual, homossexual, intersexual ou extra-terrestre, se cometer crimes, deve sim arcar com as consequências. Que tipo de sociedade se pretende ao dar carta branca para um determinado tipo de pessoas cometer crimes com a certeza da impunidade?

Se os prejuízos para a família de uma mulher que vai presa são incalculáveis, o quão incalculáveis são os prejuízos para a(s) família(s) da(s) vítima(s) dessa mulher criminosa, que podem muito bem serem outras mulheres? Utilizando o próprio argumento da proponente, eu diria que sim, trata-se uma política de redução de danos. Se há de haver danos quando alguém comete um crime, se há de haver uma família prejudicada, então que seja uma única família, e por justiça que seja a do criminoso ou criminosa. Ou criminosx. Não é uma questão de sexo ou gênero, é uma questão de ordem pública.

Há sim questões importantes a serem debatidas referentes a mulheres encarceradas, há muita injustiça sendo cometida e muitos direitos sendo desrespeitados. Muita desumanidade sendo praticada e muitas vezes nos vemos incapazes de contê-las. É verdade, e a palestrante citou alguns exemplos e casos em que há de se dar razão e apoiar. Mas volto a dizer: mulheres que transgredirem a lei devem estar sujeitas as sanções como qualquer outro ser humano, nem mais, nem menos.

 

Forte abraço, PMA

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