O Demagogo Ego Socialista

33609553200_51d82da5bd_o-kAnD-U202641965864OjD-1024x576@GP-WebO socialismo é como uma doença. Eu o comparo à melancolia, que nos tempos antigos era tida como um mal enviado pelo deus Saturno que, por algum motivo, pretendia escurecer o humor daquele indivíduo. O destituído deus menor Karl Marx que, como todo deus deposto não deixa de ter seus veneradores, envia o socialismo assim como fazia Saturno, pois por algum motivo quer inflar o ego daquela pessoa, e o principal de seus sintomas é a obscuridade da mente do doente, que não percebe os sinais de sua altivez.

A ministra Luislinda Valois é um bom exemplo. Pensa estar acima do bem e do mal, afinal é representante de minorias afrodescendentes. “Luta por seus direitos” diz ela. Mas para fazer isso em escala nacional é preciso ser remunerada pela máquina pública, caso contrário, sua “contribuição à causa” pode ser comparada ao trabalho escravo. Eu pergunto se é tão difícil assim perceber que este tipo de gente – que infesta a política nacional – não contribui a causa alguma, a não ser a própria, e ainda conseguem fazer com que outras causas supostamente altruístas contribuam à dela.

Tenho observado como as confusões nas ruas se desenrolam. Aqui no Brasil, país de cultura majoritariamente socialista, as coisas acontecem de modo diferente dos Estados Unidos, por exemplo. Veja este caso que aconteceu comigo:

Em uma ponte aérea aqui mesmo no Brasil, ao entrar na nave, não haviam mais lugares para bagagens de mão. Na verdade havia, pois muitas pequenas bolsas estavam mal distribuídas. Ao chamar o comissário para auxiliar, vozes dirigidas a ninguém começam a ecoar: “não toque na minha bagagem!”, “quem chegou primeiro tem a preferência!”, “chegou atrasado, despacha a mala!”, “tem mala aí que tem coisa que quebra, não mexam nela!”.

Quem já pegou uma ponte aérea sabe que geralmente há fila do lado de fora, e não é necessário estar atrasado para entrar entre os últimos, como no meu caso. Uma comissária ficou nervosa e, apontando para a minha mala, disse “é esta a mala que está dando problemas?” a esta altura, o lado socrático falou mais alto e retruquei “não senhora, ela está em perfeito estado, deve ser outra mais antiga que precisa de manutenção”. Por fim, o comissário, um rapaz gentil e educado, arrumou as bolsas de modo a caberem todas, e todos se calaram para a decolagem. E eu respondi a única pessoa que dirigiu a palavra diretamente a mim, a comissária.

Agora veja este caso: minha amiga, ao passar por situação semelhante numa ponte aérea dentro dos EUA, ao invés de chamar o comissário, virou a mala que estava ao lado para encaixar a dela. Isto causou incômodo no dono da mala e este lhe dirigiu a palavra, a fim de tirar satisfações. Um comissário interveio e tudo se resolveu.

Note a diferença: o dono da bagagem não falou para o nada frases como “esse ‘negócio’ de mexer em mala dos outros é desagradável”, ele falou diretamente a ela.

Meu ponto é simples: brasileiros, via de regra, evitam ao máximo o confronto direto. Confrontar, para nós, é ser arrogante. E tudo que não queremos ser e sentirmos ser é que somos arrogantes. Somos educados num sistema que socializa desde os primeiros anos, e por isto tendemos a nos achar ‘bonzinhos’.

A verdade, porém, é que nossos egos são extremamente egoístas, gigantes do tamanho de montanhas e pensamos primeiramente em nossos DIREITOS. Queremos acima de tudo sermos beneficiados, como a ministra Luislinda. Acima de tudo e antes de mais nada vêm os meus direitos, depois, se sobrar espaço, o resto das coisas e o espaço dos outros.

Note que o americano não confrontou minha amiga por questões de direito, mas tão somente pelos limites do que ele acha que são ou não aceitáveis para um terceiro ultrapassar dentro de sua privacidade. E este é um ponto chave.

A noção de privacidade que o liberalismo procura conservar evita o erro socialista. A liberdade que tenho me dá o direito de defender minha privacidade, e a segurança de um eu sempre existente, único e respeitado. Isto faz com que eu não me veja jamais na posição de correr desesperadamente atrás de direitos que garantam um lampejo de respeito do meu eu, como faz o socialismo. No socialismo, a suposta igualdade lima a liberdade de defender a minha privacidade, e por isso eu vivo ‘louco’ atrás de direitos, pois meu ego vive sufocado.

O socialismo, que tanto se esconde atrás de supostas boas ideias e bens maiores, cria monstros morais e cidadãos que vivem tipicamente como o ditado brasileiro diz: “se a farinha é pouca, meu pirão primeiro”.

 

Forte abraço, PMA

 

Se você teve a curiosidade de descer a barra de rolagem até aqui, então faça um favor a si mesmo e à nossa nação: se discordar de alguém, não faça como as pessoas naquela ponte aérea, que são como qualquer grupo de pessoas num ônibus, trem ou metrô; faça como o americano. Americanos não são melhores do que nós, acontece que este do caso citado, como a maioria deles, teve uma educação melhor do que a nossa, aprendeu valores diferentes dos nossos. A boa notícia é que podemos (e devemos) aprender estes mesmos valores.

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