Compreendendo o Estresse

programa-gerenciamento-estresse-mandhala-rjUm dos grandes males que afeta as pessoas no mundo contemporâneo é o estresse. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), 90% das pessoas no mundo sofrem em maior ou menor grau de estresse.

Entretanto, embora muitos sejam diagnosticados como estressados, outros tantos reivindiquem este predicado para si e ainda outros tantos ofereçam propostas e cursos de “gerenciamento do estresse”, parece não haver uma definição clara para o que é estresse. O que a OMS oferece como definição é, na verdade, um agrupamento de supostos sintomas como “irritações no trânsito” – acredite se quiser!

Assim sendo, existe uma gama de definições do estresse, dentre as quais as mais comuns giram em torno da associação do estresse à estafa, do esgotamento mental e do nervosismo ao lidar com coisas banais.

Para a medicina moderna, o estresse é a forma física e emocional de o corpo lidar (reagir) à pressão. Deste modo, quando me estresso, aumenta-se o cortisol em minha corrente sanguínea, ou há tensões musculares pelo meu corpo, ou iniciam-se processos alérgicos; ou ainda uma combinação destes efeitos.

Na contra-mão de todas essas tentativas hiper-elaboradas e subjugadas à tradição cartesiana, o filósofo alemão Martin Heidegger escreveu certa vez que:

“Estresse é pobreza de requisições.”

Uma leitura atenta imediatamente nos leva ao seguinte questionamento: “o estressado não é aquele cuja vida é rica (e não pobre) de requisições?”. Ora, a pobreza a que se refere o filósofo não se dá na quantidade de requisições, mas na qualidade das respostas a estas. As requisições se sobrepõem a todo instante na vida contemporânea, e isto vale para qualquer pessoa. Os estressados são aqueles que respondem a elas de modo estéril.

Como exemplo, estive observando uma colega de classe que sempre alega estar estressada. Notei que, durante a aula enquanto fazia anotações, recebeu um e-mail do trabalho, o qual imediatamente se prontificou a responder. Antes que acabasse, porém, percebeu que deveria retornar sua atenção à aula, mas logo em seguida o telefone tocou com sua mãe requisitando-a, e ela prontamente saiu da sala para responder. Ao retornar, surgiram novas requisições no whatsapp de amigos fazendo pedidos de oração para alguém adoecido, e ela também respondeu.

Ora, outros chefes, mães e amigos dos demais alunos certamente estavam os requisitando pelos mais diversos motivos. Eu também estava sendo requisitado enquanto assistia a aula. Mas nem todos agiram do mesmo modo que minha amiga tentando responder a todas as requisições, o que invariavelmente faz com que ela responda faltosamente a todas; ou quase todas. No meu caso, propositalmente, ignorei todas as requisições advindas de meu telefone. Sabia de minha impossibilidade de respondê-las adequadamente naquele momento, e portanto só poderia respondê-las em outro momento, ou mesmo não respondê-las.

Há uma frase de Monteiro Lobato em Urupês que diz “Só ele, no meio de tanta vida, não vive”. Esta sentença define perfeitamente o estressado.

 

Forte abraço, PMA

2 comentários sobre “Compreendendo o Estresse

  1. Olá,muito interessante seus artigos,sou um admirador profundo de pessoas com ética e caráter e percebo esses atributos nos seus trabalhos,obrigado pela oportunidade de nos brindar com tal conhecimento,esse é o novo caminho para um futuro rico e promissor,informações de qualidade com pessoas de alto nível em conhecimento,espero em breve ver seu reconhecimento a nível Nacional,sucesso ❤🙏 #ALEXDELGADOMENTEMAGRA

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