Estaduais: Uma Proposta Alternativa

maiores-campeos-estaduaisTendo em vista a insustentabilidade do atual modelo dos campeonatos estaduais, elaborei uma proposta alternativa, que mexe com as disputas das Séries A a D e, óbvio, também dos estaduais.

Os estaduais, na prática, classificam os clubes menores para a Série D, enquanto que para os grandes e médios (já classificados para as Séries A, B e C) não servem de parâmetro classificatório para nada. De imediato nos deparamos com uma incoerência.

Partamos de cima para baixo: coloquemos as Séries A e B – que são disputadas em 38 rodadas, sendo disputadas de março a dezembro, e não coloquemos nenhuma rodada em datas-fifa (o mesmo para a Copa do Brasil).

A Série C, que conta com 18 rodadas “obrigatórias”, isto é, iniciais da fase de grupos, também deve ser alongada, sendo disputada entre março e novembro. No calendário atual a maior parte dos clubes é eliminada da disputa em agosto. Com o espaçamento entre as datas, isto só deve ocorrer em outubro, garantindo a todos clubes um calendário anual. Como são 20 clubes, do mesmo modo que as Séries A e B, fica aberta a possibilidade de uma mudança para pontos corridos, conforme o movimento iniciado pelo Náutico este ano. Neste caso a Série C seria disputada como as A e B, em 38 rodadas entre março e dezembro.

A Série D, por sua vez, precisa ser reformulada. No atual modelo, conta com apenas 6 rodadas iniciais as quais todos os clubes jogarão. Os 68 participantes são divididos em 17 grupos de 4 que jogam em ida e volta, e se classicam os 1ºs colocados de cada grupo mais os 15 melhores 2ºs. Para os finalistas, mais 10 jogos são acrescentados, totalizando 16 ao final da disputa. É uma quantidade ínfima de datas para os 36 eliminados na 1ª fase e também pouco para os que avançam.

A Série D deve assumir o formato atual da Série C, onde 20 clubes são divididos em 2 grupos de 10 e disputam jogos de ida e volta para definir os classificados para as quartas de final. Esta disputa tem totais condições de acontecer entre março e outubro, reservando outubro/novembro para as finais. E o critério de proximidade geográfica entre os clubes de cada grupo deve permanecer, mantendo a observância à dificuldade financeira desses clubes em relação à logística.

No entanto, conforme os critérios de classificação estipulados pela CBF, 68 equipes disputam a Série D (4 rebaixados da Série C do ano anterior, 4 classificados do estado primeiro colocado no Ranking Nacional de Federações, 3 classificados de cada estado ranqueado entre a segunda e nona colocações no mesmo ranking, e 2 classificados de cada estado ranqueado de 10º em diante). Isto deve mudar.

Os 20 melhores devem permanecer na Série D, que passa a ter seus participantes classificados conforme permanência, descenso da Série C e classificados da Série E. Isto mesmo, uma Série E deve ser criada. Mais enxuta. Há quem se assuste ao falarmos em 5 divisões, mas basta lembrar que a Inglaterra, país menor que Minas Gerais ou Bahia, possui 8 divisões.

A Série E então passaria a receber os participantes conforme os classificados nos estaduais. 2 classificados dos dois estados melhores ranqueados, 1 classificado dos demais estados e 4 rebaixados da Série D, totalizando 33 clubes. Deste modo, a Série E pode ser disputada de modo semelhante às C e D, porém com 3 grupos de 11, garantindo 20 jogos mesmo para os não-qualificados para as fases finais. Os classificados seriam os dois primeiros colocados de cada grupo mais os 2 melhores 3ºs. Os finalistas fariam um total de 26 jogos.

E os estaduais? Bom, a resposta tem duas etapas. O estadual deve ser disputado ao longo do ano, também de março a novembro, entre os clubes que desejam se classificar para a Série E. O formato deve ser livre, estipulado pela federação em questão. Deste modo, os estaduais podem facilmente comportar 20 clubes na disputa de suas 1ªs divisões. Certamente que os clubes locais, tanto de cidades grandes como os representantes das cidades pequenas e que carregam seus nomes, terão a simpatia mesmo de torcedores de clubes grandes, que acompanharão com orgulho e prazer os pequenos jogos importantes do clube que representa seu bairro ou sua cidade. Posso não me interessar pelo time do meu bairro, mas se ele puder ser campeão estadual, certamente torcerei por ele.

Tendo resolvido a questão das disputas nacionais, resta, então, o mês de fevereiro. Um torneio enxuto e simbólico (como já o é), de pré-temporada. Este é o espaço para o charme e a história transbordarem no coração do torcedor. Apenas 7 datas. 4 grupos de 4, totalizando 16 clubes. Os mais bem ranqueados do estado, cabendo aos 4 melhores colocados no ranking serem cabeças-de-chave. 1 turno apenas (3 jogos) classificando os melhores de cada grupo para as semi-finais e finais que devem ser disputadas em jogos de ida e volta. Praticamente todos os jogos decisivos. É o espaço perfeito para o torcedor manter vivas as rivalidades históricas e centenárias. Trata-se de uma mini Copa do Mundo.

 

Forte abraço, PMA

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