Um Pouco Mais Sobre Mim

Para conhecer minha história até os 30 anos recomendo a leitura de “Quando a Liberdade Vira Pó”, narrativa intensa e real de uma vida intensa e real. Conhecer essa trajetória, no entanto, não é o suficiente para me amar ou rejeitar.

Tenho a forte convicção de que somos pessoas em constante formação e crescimento. O Pedro de hoje já é diferente daquele que saiu de um período de reclusão de 498 dias. Leia-me e saiba mais sobre mim. Seja bem vindo!

POLÍTICA

Meus pensamentos políticos se alinham com os ideais liberais. No campo da economia, defendo a liberdade do cidadão e do empreendedor. Sonho ver todos, empreendedores individuais, diretores de grandes negócios e empregados de todos os tipos de negócio, livres para negociar entre si, sem a intervenção do Estado.

Sou contra o sistema que aponta ao empreendedor à compreensão de que “vender sem nota” é a única rota possível para a sobrevivência no mercado. Também sou contra políticas que estimulam trabalhadores à posição de “cobradores de direitos” sem alinhamento a uma postura de “cumpridores de deveres”. Acredito que todos precisam entender que responsabilidade, coerência e ética são valores que ricos, pobres, patrões ou empregados precisam compartilhar.

Eu disse “patrões e empregados”? É, é verdade, infelizmente, ainda tem gente no mundo que separa as pessoas por seus supostos predicados.

O pensamento liberal apoia o livre mercado, a concorrência transparente que obriga as empresas a melhorarem a qualidade de seus serviços e produtos, e também a estruturarem sistemas de gestão que ampliem seu potencial de competitividade e atratividade para os consumidores. Deste modo, se uma companhia adota um regime arcaico em que há “patrões” usufruindo de privilégios e “empregados” que fazem todo o hard work, tal companhia está fadada à falência. A não ser que o regime do país em questão seja socialista, que permite privilégios a determinadas classes e estimula às pessoas a este pensamento dicotômico. Aí sim, neste caso, empresas com perfis administrativos do séc. XIX subsistirão no séc. XXI.

Lamentavelmente, em nosso país, os processos de concorrência são monopolizados e os “vencedores” são sempre os mesmos grupos; de construção civil a frigoríficos. O resultado disso está nas manchetes de jornais e nas vidas das pessoas comuns, que enfrentam a maior recessão da história deste país.

Enfim, ser liberal é perceber que as conquistas sociais e econômicas de países como Estados Unidos, Canadá e Austrália são resultado de uma “receita de sucesso”, e as de Rússia, Venezuela e Coréia do Norte, não. É crer que justiça social se conquista quando todos têm direito e oportunidades iguais de trabalho.

Voto 30, no Partido Novo. Este é o único partido que rejeita verba de campanha, não permite carreira política e é formado por pessoas comuns, como você e eu. Também simpatizo com movimentos como Brasil Paralelo, Comunidade VoteNet, Ranking dos Políticos e alguns outros que procuram ser vozes ativas no meio de tanta lama que precisa ser removida da política brasileira e tanta manipulação de notícias e doutrinação de ideias nas escolas e universidades.

É verdade que sou bem ativo neste campo e vez por outra recebo um incentivo espontâneo para adentrar esta seara. Até já recebi uma proposta de certo partido cujos ideais não condizem com o que acredito. Entretanto, creio ainda ser imaturo para assumir tarefa de tamanha responsabilidade; responsabilidade esta ignorada pelos que lá estão nos dias de hoje.

DIREITOS HUMANOS

Enquanto liberal, certamente simpatizo com os direitos humanos. Entretanto, sou totalmente contra a forma como se lida com os direitos humanos no Brasil. Há distorção, inversão, injustiça, falta de lógica.

No momento da ação o agente policial é soberano. Está combatendo um inimigo público e precisa usar dos meios que dispuser e forem necessários para impedir o subversor de obter êxito em sua tentativa de crime. Portanto, não nos cabe questionar ações policiais do ponto de vista dos direitos humanos, como alguns partidos políticos fazem. Inclusive, não só o policial é soberano em sua ação, como o cidadão comum é (ou deveria ser) em seu direito de exercer defesa contra qualquer que lhe oferecer ameaça.

Acredito que todo cidadão tem o DIREITO de se defender quando está em posição de vítima de meliantes. E esta defesa jamais pode ser tida como um crime ou tentativa de. A vítima, como o próprio nome sugere, é a grande prejudicada, tendo ou não sucesso a empreitada do bandido. Retirar do cidadão meios e direitos de se defender, obrigá-lo a responder inquéritos policiais e processos judiciais por exercer defesa é inverter a lógica da vida em sociedade.

Por outro lado, após a detenção, quando aquela pessoa já não mais representa uma ameaça contra o Estado e a população, é preciso lembrar que tal indivíduo continua sendo humano, e tem direitos (humanos), por mais torpe que tenha sido seu crime. Já não é mais um bandido, tão somente um detento. Deve ser protegido de abusos e excesso de força que eventualmente possam acontecer (e acontecem).

O direito dos presos, porém, os partidos e os políticos não comentam, tampouco os políticos que se elegem supostamente carregando estas bandeiras. Ir à cena de um crime onde um bandido que levou um tiro porque atirou na polícia está sangrando e dizer que a polícia é violenta dá retorno midiático. Por outro lado, ir a um presídio onde condenados são surrados sem motivo algum, às vezes passam fome e outras desmaiam por alguma doença pois sequer conseguem atendimento médico (não que não haja, mas simplesmente porquê lhes é negado por puro sadismo) não dá o mesmo retorno, por isso simplesmente não vão. E eu sei, estive lá por 1 ano e meio e não vi um político sequer. O interesse, lamentavelmente, não é pelo outro, mas por si próprio.

RESSOCIALIZAÇÃO

Defendo a ressocialização dos presos, o que na verdade, na maioria dos casos, seria uma primeira socialização, devido a falta de educação e saúde na história de formação de vida do condenado.

O mais triste é ter certeza que a maciça população carcerária do Brasil ali está porque o dinheiro que deveria tê-los educado e cuidado foi usado para financiar campanhas políticas e enriquecimento de empresários e políticos.

Ressocializar, no Brasil, é dar ao indivíduo o que ele não teve (e deveria ter tido) durante sua formação.

Ao contrário do que o senso comum pensa, ressocializar não significa ignorar o crime e devolver o marginal à sociedade. Pelo contrário, estamos falando em equipar as cadeias com instrumentos de educação e profissionalização, para que, no período de detenção, o indivíduo obtenha formação, profissão, e saia de lá como mão de obra empregável, perfeitamente engajável no mercado de trabalho, e não um criminoso com diploma de pós-graduação no crime emitido pela cadeia em questão. Em um cenário ideal, o indivíduo já pode sair da cadeia empregado, devidamente treinado para uma função específica que terá aprendido por preparadores profissionais de uma indústria que tenha parceria com o Estado.

DROGAS

Entendo que o dependente químico é um doente, e não um delinquente. Portanto, uso de drogas é um assunto médico, e não de polícia. Assim sendo, defendo a descriminalização do consumo de drogas, seguindo o exemplo de países como Portugal, Alemanha, Uruguai, muitos estados dos Estados Unidos, e muitos outros.

Defendo também a legalização de toda a atividade produtora, distribuidora e varejista da droga. O consumo será menos nocivo à saúde dos usuários e dependentes se houver fiscalização e controle de qualidade, como há com cigarro e álcool, drogas lícitas em grande parte dos países filiados à ONU. Além do mais, a experiência recente ensina que campanhas de prevenção são mais efetivas no combate ao uso de substâncias tóxicas do que a proibição. Vide o clássico caso do cigarro e seu consumo decrescente no século XXI em nosso país.

A humanidade SEMPRE consumiu drogas, continua consumindo e não deixará de consumir. Assim como tem sido feito com cigarro e álcool, a prevenção ao uso nocivo das drogas é o caminho a ser seguido, e deixar a atividade produtora sob responsabilidade das grandes indústrias, destituindo do poder os cartéis criminosos.

PROFISSÃO

Hoje, atuo como palestrante. Faço exposições sobre os temas acima, os quais venho me especializando. A diversidade de público me obriga a muitas vezes encontrar prismas e abordagens diferentes, a fim de encontrar eloquência suficiente para entregar a mensagem que pretendo a quem me assiste e ouve.

Amo o que faço, pois sei que falo de temas tocantes à nação e seu desenvolvimento. É particularmente estimulante falar para adolescentes, pois se trata de futuras lideranças que precisam se preparar para enormes desafios.

Espero ser lembrado por tipos diversos de grupos, companhias e indústrias, afinal, muito mais do que minha superação e resiliência, trago comigo palavras sobre assuntos presentes no dia a dia de todo brasileiro, mas que apesar de presentes, quase ninguém sabe como lidar direito. Drogas, violência, a pequena corrupção presente na rotina, são sempre assuntos que não se sabe por onde começar.

FUTEBOL

Por fim, sou flamenguista e torcedor do futebol carioca. Por este motivo, vez por outra escrevo sobre Vasco, Botafogo, Fluminense e Flamengo. Mas é só um passatempo.

 

Agora que você já sabe um pouco mais sobre meu jeito de pensar, reforço o convite: leia-me e volte sempre!

 

Forte Abraço, PMA

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